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	<description>Industrial Química do Nordeste</description>
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		<title>MOSQUITO COM GENES MODIFICADOS REDUZ AEDES EM JUAZEIRO</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 19:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Vem de Juazeiro, na Bahia, uma boa notícia no combate à dengue. Testes realizados por cientistas com mosquitos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vem de Juazeiro, na Bahia, uma boa notícia no combate à dengue. Testes realizados por cientistas com mosquitos transgênicos incapazes de transmitir a doença mostraram resultados promissores. O experimento, feito no último ano por pesquisadores da USP e da Moscamed, empresa que produz os mosquitos geneticamente modificados, foi apresentado em um seminário recentemente. A premissa básica é substituir a população de machos do Aedes aegypti por mosquitos alterados. Eles se reproduzem de forma tão efetiva quanto os selvagens, mas têm uma modificação genética que, transmitida à prole, impede-a de sobreviver. Resultado: todos os descendentes dessas criaturas artificialmente engendradas morrem antes que possam picar seres humanos e transmitir o vírus da dengue. Durante o período de um ano, os cientistas liberaram em Itaberaba, um bairro de Juazeiro, mais de 10 milhões de mosquitos. Depois de soltá-los no ambiente, coletaram amostras de larvas e constataram que entre 85% e 90% delas tinham o DNA modificado. Levando em conta a população residente de A. egypti na região, houve uma redução de 75%, em relação às de áreas não tratadas.</p>
<p> <img src="http://www.chemone.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Foto-Dengue8-537x1024.jpg" alt="" width="537" height="1024" /></p>
<p>MODELO IMPORTADO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p> Os mosquitos transgênicos alterados foram originalmente projetados por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Desde então, graças a uma parceria, a Moscamed busca desenvolver a tecnologia para produzir nacionalmente os insetos. &#8220;Isso reduz os custos&#8221;, disse Aldo Malavasi, presidente da empresa brasileira, ao site &#8220;SciDev.net&#8221;. Espera-se que esses insetos transgênicos permitam a erradicação da dengue em regiões onde há baixa mobilidade para o A. aegypti (ou seja, ele viaja pouco de lugares não tratados para tratados). Juazeiro foi escolhida por ser uma região ideal para a realização de um projeto piloto desse tipo, e a cidade acolheu a iniciativa. Para tanto, os pesquisadores realizaram diversas ações que explicavam o processo. O estudo demonstrou a viabilidade de controlar a população de mosquitos por esse método, sem causar impactos adicionais ao ambiente. Contudo, os cientistas fazem duas ressalvas. A primeira é de que se trata apenas de um resultado inicial. &#8220;Era para testar a tecnologia, não fazer uma ação de controle&#8221;, diz Margareth Capurro, pesquisadora que coordena o estudo na USP. &#8220;Não sei até quando iremos manter a liberação em Itaberaba.&#8221; Capurro destaca que já estão sendo formulados planos para testar a mesma ação em outros lugares. O segundo senão é que iniciativas como essa não são um remédio definitivo. Se há interrupção na liberação dos mosquitos transgênicos, a tendência é que a população natural restabeleça seu número em pouco tempo. &#8220;Esse tipo de tratamento tem de ser contínuo. Se pararmos há invasão dos mosquitos de fora nas áreas tratadas&#8221;, explica Capurro. Ainda assim, o resultado é promissor no combate à doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.folha.com">www.folha.com</a></p>
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		<title>BARATAS NÃO PODEM VIVER SEM AMIGOS, DIZ ESTUDO</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 19:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é apenas o chinelo ou o inseticida que podem fazer mal às baratas, a solidão também não ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é apenas o chinelo ou o inseticida que podem fazer mal às baratas, a solidão também não ajuda estes insetos a se desenvolverem. Um estudo publicado pela revista &#8220;Insectes Sociaux&#8221; afirma que as baratas não gostam de ficar sozinhas e sofrem de problemas de saúde quando isso acontece. A pesquisa ainda aponta que estes insetos são animais sociáveis e sofisticados, capazes de reconhecer membros de sua família e suas diferentes gerações. Em grupo, elas formam sociedades igualitárias com uma estreita relação, baseadas em estruturas e regras, sendo capazes de tomar decisões coletivas para o bem de todas as baratas. Apesar de existerem mais de quatro mil espécies de baratas catalogadas, apenas 25 são adapatadas para conviver com pessoas, como a barata alemã (Blattella germânica) e a barata americana (Periplaneta americana). Uma doença que elas podem sofrer é a síndrome de isolamento. Segundo a pesquisa, baratas alemãs ou americanas que vivem isoladas demoram mais para crescer e tornar-se adultas. Dessa forma, o estudo coloca as baratas como insetos sociais assim como os cupins, as abelhas e as formigas.</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter  wp-image-2618" src="http://www.chemone.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Foto-da-Barata.jpg" alt="" width="240" height="142" />   Sukree Sukplang &#8211; 21.ago.02/Reuters</p>
<p style="text-align: left">                            As baratas também sofrem com a solidão. </p>
<p style="text-align: left"> </p>
<p style="text-align: left">Fonte: <a href="http://www.folha.uol.com.br">www.folha.uol.com.br</a> </p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MOTUCA, SP, PLANEJA AÇÃO CONTRA HANTAVIROSE APÓS CONFIRMAR 1º CASO</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 18:27:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[MUNICÍPIO REALIZARÁ LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO NOS ASSENTAMENTOS.DOENÇA TRANSMITIDA PELA URINA DO RATO MATOU UMA JOVEM EM ABRIL ÚLTIMO. Após ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>MUNICÍPIO REALIZARÁ LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO NOS ASSENTAMENTOS.</strong><br /><strong>DOENÇA TRANSMITIDA PELA URINA DO RATO MATOU UMA JOVEM EM ABRIL</strong> <strong>ÚLTIMO.</strong></p>
<p>Após a confirmação do primeiro caso de hantavirose em Motuca (SP), o município oficializou nesta segunda-feira (14) um pedido de ajuda à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo para realizar uma ação estratégica na investigação, detecção e mapeamento da doença.<br />Transmitida por meio da urina do rato, a hantavirose matou uma jovem de 20 anos que morava no Assentamento Monte Alegre 5, na zona rural da cidade. Débora Gonçalves Ferreira morreu em abril último após ficar internada na Santa Casa de Matão (SP). Um exame divulgado pelo Instituto Adolfo Lutz confirmou no fim da semana passada que ela teve a doença.<br />Para evitar novas ocorrências, a Secretaria de Saúde de Motuca aguarda a vista de uma equipe da Vigilância Epidemiológica ainda esta semana para uma nova pesquisa de campo –a terceira este ano, segundo a secretaria. O objetivo é capturar os roedores, levá-los para análise e medir o índice de contaminação, explica Márcio Contarim, secretário de Saúde, Ação e Promoção Social.<br />Segundo ele, o trabalho será focado nos quatro assentamentos do município e deve atingir cerca de 1.500 pessoas. “Desenvolvemos também um material para distribuir aos moradores com algumas medidas que ajudam evitar a contaminação. Acredito que, depois desse caso, Araraquara e Matão devem realizar trabalho semelhante em seus assentamentos”, disse Contarim ao G1.</p>
<p><strong>OCORRÊNCIA</strong></p>
<p>Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 1993 e 2008, 1.034 pessoas ficaram doentes em razão da hantavirose no Brasil, sendo que 682 contraíram a doença na zona rural dos municípios. A taxa de letalidade registrada nesses casos chega a 55%.<br />Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a região de Araraquara registrou este ano três ocorrências da doença, sendo uma em Motuca e outra em Araraquara. O terceiro caso não foi confirmado, de acordo com as informações.</p>
<p><strong>HANTAVIROSE</strong></p>
<p>Os hantavírus possuem como reservatórios naturais alguns roedores silvestres que contaminam o ambiente, eliminando o vírus pela urina, saliva e fezes. Em seres humanos a infecção se dá por meio da inalação.<br />De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da doença na fase inicial são febre, mialgias, cefaléia, dor lombar, dor abdominal e sintomas gastrointestinais. Na fase cardiopulmonar, há ocorrência de febre, dispnéia, taquipneia, taquicardia, tosse seca, hipotensão, edema pulmonar não cardiogênico, e o paciente pode evoluir para um quadro de insuficiência respiratória aguda e choque circulatório. Não existe tratamento específico para as infecções por hantavírus, mas sim medidas terapêuticas. A prevenção das hantaviroses está associada essencialmente ao impedimento do contato do homem com os roedores silvestres. Segundo a Vigilância Epidemiológica, é importante manter terrenos limpos em volta da casa, dar destino adequado aos entulhos existentes e manter alimentos estocados em recipientes fechados e à prova de roedores.</p>
<p><strong>PREVENÇÃO</strong></p>
<p>O Grupo de Vigilância Epidemiológica de Araraquara orienta à população que vive na zona rural a tomar algumas medidas de prevenção e controle em relação aos roedores:</p>
<p>- Eliminar resíduos, entulhos e objetos inúteis que possam servir de abrigos para roedores, e reduzir fontes de água e alimentos para os mesmos;<br />- Armazenar insumos e produtos agrícolas (grãos, hortigranjeiros e frutas) em silos ou tulhas situados em uma distancia mínima de 30 m do domicílio. O silo ou tulha deverá estar suspenso a uma altura de 40 cm do solo, com escada removível e ratoeiras dispostas em cada suporte;<br />- Os produtos armazenados no interior do domicílio devem ser conservados em recipientes fechados e a 40 cm do solo esta altura é necessária para se realizar a limpeza com maior facilidade;<br />- Vedar fendas e quaisquer outras aberturas com tamanho superior a 0,5 cm, para evitar entrada de roedores nos domicílios;<br />- Remover diariamente, no período noturno, as sobras de alimentos dos animais domésticos;<br />- Caso não exista coleta regular, os lixos orgânicos e inorgânicos devem ser enterrados separadamente, respeitando-se uma distância mínima de 30 metros do domicílio e de fontes de água;<br />- Qualquer plantio deve sempre obedecer a uma distância mínima de 50 metros do domicílio.<br /> <br />Fonte: <a href="http://www.g1.com.br/">www.g1.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>FUNGOS QUE TRANSFORMAM FORMIGAS EM &#8220;ZUMBIS&#8221; ESTÃO SOB ATAQUE DE OUTRO FUNGO</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 19:53:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo de cientistas mostrou que os fungos causadores da doença em formigas são impedidos de se reproduzir por ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Grupo de cientistas mostrou que os fungos causadores da doença em formigas são impedidos de se reproduzir por um outro grupo de fungos</strong></p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2606" src="http://www.chemone.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Formiga-1-300x179.jpg" alt="" width="300" height="179" /></p>
<p>Cientistas descobriram que a ação de outros fungos pode impedir a proliferação dos causadores das formigas-zumbis (David Hughes, Penn State University) Um grupo internacional de pesquisadores, com a participação da Universidade de Viçosa (MG), descobriu de que forma colônias de formigas estão se livrando dos fungos que as tornam &#8216;zumbis&#8217;. Fungos Ophiocordyceps camponoti-rufipedis atacam o cérebro de formigas Camponotus rufipes causando paralisações em seu corpo até a morte. Os insetos infectados são chamados de formigas-zumbis por ficarem vagando pela colônia sem conseguir realizar suas tarefas. O fungo responsável pelas formigas-zumbis já é conhecido dos cientistas. Agora, a pesquisa, publicada nesta quarta-feira na revista PLoS ONE, descobriu outro fungo, que impede a proliferação dessa doença em colônias de formigas. &#8220;Em um caso em que a biologia é mais estranha do que a ficção, o parasita do causador das formigas-zumbis é também um fungo&#8221;, diz David Hughes, da Universidade da Pensilvânia e autor líder da pesquisa, que também conta com a participação do pesquisador Simon Luke Elliot, professor da Universidade Federal de Viçosa e membro da Comissão Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Entomologia.</p>
<p>&#8216;Castração&#8217; — Os cientistas descobriram que esses fungos impedem que os causadores das formigas-zumbis se reproduzam, pois limitam a produção dos esporos, estruturas que originam novos fungos. &#8220;Os parasitas efetivamente castram os fungos responsáveis pela transformação de formigas em zumbis&#8221;, diz Hughes. &#8220;Nossa pesquisa indica que o risco para a colônia é muito menor do que a alta densidade de cadáveres de formigas-zumbis indica.&#8221; Para realizar o estudo, os pesquisadores observaram colônias de formigas em uma região de Mata Atlântica do Estado de Minas Gerais. Eles identificaram formigas infectadas e observaram a reprodução dos fungos que transformam as formigas em zumbis para saber como eles afetam as colônias. Com o estudo, os cientistas criaram um modelo detalhado que revela detalhes antes desconhecidos de interações entre as formigas infectadas e os fungos causadores da formiga-zumbi. Eles já sabiam que as formigas defendem suas colônias contra inimigos microscópicos, como esporos de fungos, através de um processo conhecido como grooming. &#8220;Além do efeito já bem conhecido do comportamento de defesa de formigas, nossa pesquisa revela o efeito adicional de ações de castração de parasitas de fungos, que pode resultar em uma limitação significante de dispersão dos fungos causadores de formigas-zumbis&#8221;, diz Hughes.</p>
<p> Fonte: <a href="http://www.veja.com.br">www.veja.com.br</a></p>
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		<title>CASOS DE DENGUE AINDA NÃO EVIDENCIAM EPIDEMIA NO RIO, DIZ ÓRGÃO DE SAÚDE</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 19:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a Vigilância Epidemiológica e Ambiental do Estado, para evitar que se repitam os números alarmantes de casos, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a Vigilância Epidemiológica e Ambiental do Estado, para evitar que se repitam os números alarmantes de casos, é preciso agir logo contra a situação. Na avaliação do superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe, o número de casos de dengue registrados até o momento ainda não indica uma epidemia no Rio de Janeiro. Ao participar de audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta última quinta, 4, ele ressaltou que ainda é cedo para dizer que a Secretaria de Estado de Saúde vai decretar situação epidêmica de dengue em todo o estado.</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-full wp-image-2600" src="http://www.chemone.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-1.jpg" alt="" width="201" height="148" /></p>
<p style="text-align: center">Arquivo/AE O crescente nº de casos de dengue no Estado tem originado várias ações contra o mosquito transmissor</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Até o momento não há nenhuma evidencia de que há epidemia no estado. Não há indícios de que a gente vai ter um quadro epidêmico no estado do Rio como um todo. A Baixada Fluminense com uma área de alta densidade populacional tem um número de casos ainda muito inferior ao que nós tivemos no ano passado”, disse. Chieppe ressaltou que a secretaria tem investido em ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegipty, com objetivo de diminuir a velocidade de transmissão da doença em todo o estado. “O combate ao mosquito da dengue é um combate do dia a dia. A gente está lidando com um mosquito extremamente bem adaptado ao ambiente urbano. Apesar de a gente trabalhar com um cenário de epidemia, as nossas ações visam a reduzir a velocidade de transmissão”, declarou. O superintendente destacou que o crescente número de casos de dengue no Rio se dá principalmente com a chegada do vírus tipo 4 que, segundo ele, faz com que grande parte da população fique vulnerável, já que esse vírus não circulava no país há mais de 30 anos.</p>
<p>&#8220;A gente está com um vírus novo aqui no Rio de Janeiro. Toda a população está susceptível a esse tipo de vírus e, no entanto, a gente conseguiu ter um número de casos muito semelhante com o que a gente teve em 2011”, disse, acrescentando, que a Secretaria de Saúde trabalha com a expectativa de diminuição dos casos de dengue no estado a partir da segunda quinzena deste mês. Para o presidente da Comissão de Saúde da Alerj, deputado Bruno Correia, o crescente número de casos de dengue no estado é preocupante. “É um tema que vem nos preocupando muito. Para evitar que se repitam os números alarmantes de casos registrados nos últimos anos, temos que agir o mais rápido possível”, disse. Correia garantiu que a comissão tem acompanhado a evolução da doença no estado desde o início do ano passado. De acordo com ele, é fundamental que o tema da dengue seja aperfeiçoado. “O papel da audiência pública é aperfeiçoar. É trazer o que a população quer ouvir do Poder Público. O mais importante é que a comissão não fique só nessa audiência pública”, declarou.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>CRIANÇA TEM MORTE CEREBRAL APÓS SER PICADA   POR ESCORPIÃO, EM PERNAMBUCO</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 00:35:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[MORADORES DE AGUAZINHA, OLINDA, ESTÃO ASSUSTADOS COM A SITUAÇÃO. CRIANÇA FOI PICADA NO DIA 16 DE ABRIL E ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>MORADORES DE AGUAZINHA, OLINDA, ESTÃO ASSUSTADOS COM A SITUAÇÃO. </strong><strong>CRIANÇA FOI PICADA NO DIA 16 DE ABRIL E ESTAVA INTERNADA NO HR.</strong></p>
<p>Uma criança de dois anos teve morte cerebral constatada na última quarta-feira (25), no Recife, após ser picada por um escorpião no bairro de Aguazinha, em Olinda. Segundo os moradores da região, é comum os animais aparecerem na área. Eraldo Júnior foi picado no dia 20 de abril e, desde então, estava internado no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby.<br /> De acordo com informações da irmã do menino, Yasmim da Silva Alves, ele estava em casa quando ocorreu o incidente. “Ele sempre gosta de ir para fora de manhã, mas minha mãe não quis deixar ele ir, e ele ficou no sofá. Aí, o escorpião picou ele. Na hora, mainha viu e levou ele para o hospital. Ele começou a vomitar e chegou lá já vomitando sangue”, contou. De acordo com informações do HR, o menino segue na UTI, aguardando a decisão da família sobre a doação de órgãos.<br /> Rosival Albuquerque, vizinho da família, foi quem levou o menino para o hospital. Ele contou que fez de tudo para a criança se recuperar. “Ele saiu em estado gravíssimo, colocando baba, já não tinha mais incentivo, desmaiado. Já somos refém da violência na periferia, agora somos também refém dos escorpiões, que estão invadindo as casas”, lamentou.<br /> Os moradores do bairro de Aguazinha dizem que os escorpiões são encontrados em todas as casas da área próxima à residência do menino, perto da Estrada de Aguazinha. Joelma Barros da Silva achou três em sua casa. “Eu fui fazer faxina com meu esposo e estavam todos os três atrás do sofá. A gente não tem sossego, não podemos deixar as crianças brincando com medo dos escorpiões”, disse. “O escorpião entra pelo muro, pela canaleta, e a gente não sabe o que fazer. Ninguém dormiu ontem [quarta]”, completou Lucinda Gomes, outra vizinha da família.<br /> De acordo com o Centro de Vigilância Ambiental de Olinda, uma equipe de técnicos foi ao bairro de Aguazinha e constatou a grande quantidade de escorpiões no local. A dedetização foi marcada para sexta-feira (27), porque é preciso que as famílias se organizem. É necessário passar, no mínimo, seis horas fora de casa depois que o veneno for colocado. A coordenadoria da divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância informou que os moradores foram orientados a tomar algumas medidas preventivas, como limpar o ambiente e tampar os ralos. Moradores de Olinda com dúvidas sobre como lidar com os escorpiões podem ligar para número 3301-5228.</p>
<p>CUIDADOS<br /> Na maioria dos casos, a picada do escorpião provoca muita dor. As crianças podem apresentar náuseas, vômitos, alteração da pressão sanguínea, agitação e falta de ar. Em caso de ataque, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) orienta que a vítima seja atendida pelo médico o mais rápido possível. Os adultos podem ser levados para as UPAs ou postos de saúde.<br /> As crianças picadas devem ser levadas diretamente para hospitais &#8211; as que moram na Região Metropolitana do Recife são atendidas no HR. Em Pernambuco, ainda existe uma unidade especializada em casos de intoxicações e ataques de animais venenosos: o Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox). Através do telefone (0800 722 6001), as pessoas podem se informar sobre como socorrer os pacientes e onde conseguir acompanhamento médico adequado. De acordo com a SES, no ano passado, foram registrados 5.237 casos de ataques de escorpião em Pernambuco.</p>
<p>Fonte: www.g1.com.br</p>
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		<title>INFESTAÇÃO DE CUPINS PREJUDICA MAIS DE 1,5 MIL ÁRVORES EM ARARAQUARA, SP</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 18:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Especialistas aderem problema ao corte inadequado das árvores. Aparecimento dos insetos também está ligado ao clima quente e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Especialistas aderem problema ao corte inadequado das árvores. Aparecimento dos insetos também está ligado ao clima quente e úmido.  </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="wp-image-2485 alignleft" src="http://www.chemone.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Cupim2.jpg" alt="" width="309" height="213" /></p>
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<p style="text-align: left">Foto: Reprodução EPTV </p>
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<p style="text-align: left"> Pelo menos 1,5 mil árvores em Araraquara (SP) estão na fila de espera para serem retiradas das ruas por causa do aparecimento de cupins. Segundo especialistas, a infestação se deve em muitas delas às podas feitas de maneira incorreta. “A poda mal feita pode ser uma porta de entrada para bactérias, fungos e cupins. Isso tudo pode levar a árvore a morte”, afirma a paisagista Giovana Agda da Silva. “Os instrumentos usados na poda devem ser lavados e bem cuidados porque se o corte for feito em uma árvore que está problemas, certamente ele serão levados para a próxima árvore que será podada com o mesmo equipamento”, diz. Encontrado tanto na zona rural quanto na zona urbana, o cupim é chamado de inseto social pelos especialistas. Isso se deve ao fato dele conseguir uma boa adaptação às diferentes condições climáticas. Nas cidades, na maioria das vezes, eles estão presentes nas árvores. “Quando essas árvores são plantadas e não cuidadas corretamente, geram problemas que atraem os cupins, facilitando a chegada deles às nossas casas”, afirma o biólogo Adalberto Gonçalves Cunha.</p>
<p style="text-align: left"><strong>APARECIMENTO</strong></p>
<p style="text-align: left">De acordo com Cunha, as espécies chamadas de celulose doce são mais propícias à presença destes insetos, que preferem madeiras mais macias. Portanto, quando se tem uma árvore mal podada ou com corte drástico, as condições são favoráveis ao desenvolvimento dos cupins. O biólogo alerta para a ocorrência dos insetos. “Os moradores devem observar se as árvores ao redor de suas casas apresentam algum problema. As mais antigas têm mais chance de ter cupins. Então, as pessoas têm que ficar atentas ao aparecimento de muitos furos, pó ao redor delas, muitos canais no tronco”, afirma Cunha. Com relação a maior ocorrência de cupins em determinadas cidades, o biólogo alega que o fator essencial para isso é o clima. “De uma forma geral, o inseto está mais presente em locais de muito calor e umidade. Em cidades mais frias e de clima mais seco, o seu aparecimento é menos provável”.  </p>
<p style="text-align: left">Fonte: <a href="http://www.g1.com.br">www.g1.com.br</a></p>
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		<title>CIENTISTAS DA USP SÃO HOMENAGEADOS COM NOVAS ESPÉCIES DE INSETOS</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 18:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pertencentes ao grupo de transmissão da leishmaniose, os insetos Nyssomyia delsionatali e Nyssomyia urbinattii fazem tributo a Delsio ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">Pertencentes ao grupo de transmissão da leishmaniose, os insetos Nyssomyia delsionatali e Nyssomyia urbinattii fazem tributo a Delsio Natal e Paulo Urbinatti</p>
<p style="text-align: left">Duas novas espécies de insetos, pertencentes ao grupo envolvido na transmissão da leishmaniose, foram nomeadas em homenagem a dois pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p style="text-align: left"><img class="alignleft size-full wp-image-2465" src="http://www.chemone.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Foto-do-Mosquito.jpg" alt="" width="274" height="191" /></p>
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<p>Paulo Roberto Urbinatti/Divulgação Inseto acima foi chamado de Nyssomyia delsionatali, em homenagem a Delsio Natal</p>
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<p style="text-align: left">As espécies foram descobertas pela professora Eunice Bianchi Galati, do Departamento de Epidemiologia da FSP, juntamente com Fredy Galvis Ovallos, seu orientando do Programa de Pós-Graduação. Os nomes dos insetos, Nyssomyia delsionatali e Nyssomyia urbinattii, homenageiam respectivamente Delsio Natal, docente aposentado do Departamento de Epidemiologia da FSP, e Paulo Urbinatti, pesquisador do mesmo departamento. De acordo com a FSP, ambos contribuíram para ampliar o conhecimento da entomologia em saúde pública e investigaram a área onde os insetos foram coletados. &#8220;A denominação de uma espécie deve ser feita em latim e descrita de forma a se destacar do texto (itálico, negrito, etc.). Podemos dar um nome homenageando uma pessoa ou lugar, ou em referência a uma característica morfológica do inseto ou de seu comportamento, ou de área onde habita, etc. A seguir ao nome da espécie, acrescenta-se o nome do(s) autor(es) e o ano da descrição. O nome da espécie deve sempre ser precedido pelo do gênero a que pertence&#8221;, explicou Galati. &#8220;Quando se homenageia uma pessoa, podemos nos referir a parte de seu nome ou ao nome completo. Se o nome for composto, os dois nomes devem ser escritos juntos. Se a homenagem é feita a alguém do sexo masculino, acrescenta-se ‘i’ ao final do nome, e se for do sexo feminino, ‘ae’&#8221;, disse. Galati conduz o projeto de pesquisa &#8220;Estudo da capacidade vetorial de Migonemyia migonei e de Pintomyia fischeri para Leishmania&#8221;, apoiado pela FAPESP. A descrição das duas espécies foi feita na edição de março do Journal of Medical Entomology, sendo os desenhos da cabeça do macho e da fêmea de Ny. Urbinattii tema na capa da revista.</p>
<p style="text-align: left"> Fonte: <a href="http://www.estadao.com.br/ciencia">www.estadao.com.br/ciencia</a></p>
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		<title>ABELHAS USAM PRÓPOLIS PARA FAZER AUTOMEDICAÇÃO</title>
		<link>http://www.chemone.com.br/index.php/noticias/abelhas-usam-propolis-para-fazer-automedicacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 19:22:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[SUBSTÂNCIA TEM PROPRIEDADES CONTRA FUNGOS E BACTÉRIAS. DESCOBERTA PODE TER APLICAÇÃO NA APICULTURA.      (Foto: Divulgação) O ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>SUBSTÂNCIA TEM PROPRIEDADES CONTRA FUNGOS E BACTÉRIAS. DESCOBERTA PODE TER APLICAÇÃO NA APICULTURA.  </strong></p>
<p style="text-align: center"> <img class="aligncenter size-full wp-image-2454" src="http://www.chemone.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Sem-título-12.jpg" alt="" width="288" height="216" /></p>
<p style="text-align: center"> (Foto: Divulgação)</p>
<p>O própolis na natureza é esta resina amarelada que aparece na imagem. Se você toma própolis ao menor sinal de dor de garganta, saiba que está usando este produto da forma correta, do ponto de vista das abelhas. Um estudo publicado recentemente mostra que os insetos usam o própolis em uma forma de automedicação. O própolis é uma mistura de cera com resinas de plantas, que é produzido normalmente por abelhas – selvagens ou domesticadas – e tem propriedades que protegem a colmeia de fungos e bactérias. A pesquisa da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, publicada pela revista científica “PLoS One” mostra que a produção da substância aumenta em média 45% quando a colmeia é atingida por um tipo de fungo parasita. Se o fungo é de um tipo que não oferece perigo às abelhas, a produção de própolis continua normal. Além disto, as larvas infectadas pelo fungo são retiradas da colmeia, mais um sinal do cuidado que as abelhas têm com a saúde da comunidade. A automedicação, no entanto, tem seus limites. Quando alguma bactéria infecta a colmeia, o aumento na produção de própolis não é significativo – e a substância tem propriedades que ajudariam na defesa das abelhas. A descoberta pode ser útil para os criadores de abelha. “Historicamente, os criadores norte-americanos preferem colônias com menos resina, porque ela é grudenta e dificulta o trabalho”, afirmou Michael Simone-Finstrom, autor do estudo, em material de divulgação. “Agora sabemos que vale a pena promover esta característica, porque oferece às abelhas alguma defesa natural”, completou o pesquisador.</p>
<p> FONTE: <a href="http://www.g1.globo.com/pernambuco">www.g1.globo.com/pernambuco</a> &#8211; 02/04/2012</p>
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		<title>SANEAMENTO É CHAVE PARA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, DIZ BRASILEIRO QUE PRESIDE FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA</title>
		<link>http://www.chemone.com.br/index.php/noticias/saneamento-e-chave-para-desenvolvimento-sustentavel-diz-brasileiro-que-preside-forum-mundial-da-agua/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 23:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamary</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente do comitê do Fórum Mundial da Água, o brasileiro Benedito Braga, no discurso de abertura do ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">O presidente do comitê do Fórum Mundial da Água, o brasileiro Benedito Braga, no discurso de abertura do evento em Marselha, nesta segunda-feira (12)ONU pede mudanças para evitar escassez de água.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>Nesta segunda (12), começa o Fórum Mundial da Água, na França, com o objetivo de estabelecer metas reais sobre a gestão e uso da água. O presidente do Comitê Internacional do Fórum, o brasileiro Benedito Braga, acredita que o saneamento básico é ao mesmo tempo um dos maiores problemas da água hoje no mundo e também uma grande solução.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>Segundo Braga, que também é vice-Presidente do Conselho Mundial da Água, 2,5 bilhões de pessoas no mundo, ou quase 30%, não têm acesso à saneamento básico, o que aumenta o número de doenças e mortes. Além disso, o saneamento melhora a qualidade das águas dos rios e exige obras de infraestrutura que contratam mão de obra não qualificada, contribuindo para a erradicação da pobreza e do desenvolvimento sustentável.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>“Fala-se muito de florestas, biodiversidade, clima, mas as pessoas esquecem que os rios urbanos no país inteiro são esgotos a céu aberto. Se você vai a Manaus, no meio da Amazônia, os rios são imundos como em São Paulo. Os igarapés são tão sujos quanto o Tamanduateí. Esse é um grande problema que precisamos atacar e ao atacar esse problema com saneamento nós vamos pensar em um crescimento verde”, disse Braga em entrevista exclusiva para o UOL.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Fala-se muito de florestas, biodiversidade, clima, mas as pessoas esquecem que os rios urbanos no país inteiro são esgotos a céu aberto</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>Mais de 180 países se reúnem, entre órgãos nacionais, locais, setor privado e sociedade civil, em Marselha, na França, de 12 a 17 de março. Veja abaixo a entrevista completa com Braga.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong>UOL &#8211; Qual o principal problema da água hoje?</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Braga &#8211; Existem problemas de escassez, causada pelo clima, e falta de acesso, que é complicado em função da necessidade de investimento. Mas há ainda um terceiro que é o problema da qualidade da água. Não é só a quantidade e o acesso, mas o não tratamento dos esgotos, principalmente domésticos, traz consequências desagradáveis para a população. Temos a maioria de nossos rios comprometidos. 2,5 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a saneamento e 900 milhões não tem acesso à água potável. O problema do saneamento traz complicações de saúde pública, a mortalidade infantil é principalmente causada por doenças de veiculação hídrica, como a diarreia, que mata algo como 30 milhões de crianças ao ano. Posso dizer ainda que R$ 1 aplicado em saneamento significa a economia de investimento em saúde pública de R$ 7 até R$ 15.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">UOL &#8211; O Brasil tem cerca de 12% da água doce superficial do planeta e também<span>  </span>possui grande parte da maior bacia hidrográfica do mundo, a Amazônica. Mas temos um grave problema de saneamento básico no país, não é?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Braga &#8211; No Brasil, nós temos um nível de coleta de 60% da população, mas desses só uma proporção muito pequena é tratada antes de cair nos rios, na ordem de 20% a 30%. Então temos uma ordem de 10 a 15% do total que é tratado. Então, este é um tema que vamos discutir no Fórum. Para servir a população com água potável, ela precisa ser tratada, e se a qualidade do rio é ruim, cada vez você tem que investir mais para deixá-la em nível adequado para beber. É o cachorro correndo atrás do rabo: não trata o esgoto, mas tem que tratar a água para beber.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Já temos problemas de abastecimento aqui por causa disso?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>As regiões metropolitanas correm risco, sem dúvida. Na região metropolitana de São Paulo, os mananciais de água com qualidade adequada para ser tratada para servir a população estão cada vez mais distantes. Você já não tem mais na região próxima. Isso significa que essas obras de grandes dimensões que precisam ser feitas, de grandes investimentos, demoram tempo para serem construídas e serem colocadas em operação. Se São Paulo não começar a construir hoje, daqui a 10 anos vai faltar água. Mas, não há nenhuma obra sendo construída. Na Amazônia temos 70% da água do país, onde há 7% da população. No Nordeste temos 30% da população e somente 3% da água. Então o problema é no gerenciamento da água, é você trabalhar tanto na construção da infraestrutura, nas obras hidráulicas e ao mesmo tempo trabalhar no uso eficiente da água. Não só no uso doméstico, na torneira, mas na produção de alimentos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">O principal consumo de água no Brasil hoje é a agricultura, certo? Há como reduzir este uso?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>70% da água do mundo é usada para produzir alimentos pela irrigação, e o Brasil não é exceção à regra. E você tem q economizar água na área agrícola. Há desperdício, mas os mecanismos econômicos são os mais eficientes. O Brasil possui o mecanismo de cobrança pela água para incentivar o uso eficiente. Este mecanismo deve ser usado para dar para as pessoas a noção de que a água é um recurso escasso, que é um recurso econômico, é o ouro azul. Se a população cresce, se a demanda por alimentos cresce, nós vamos usar cada vez mais a água e nós precisamos estabelecer critérios para o uso e ver se ele está sendo eficiente, cobrar por ele e as pessoas vão ser parcimoniosas e vão cuidar da água. Esse é um ponto muito importante que muitas vezes passa despercebido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Ao longo do século 20 ouvimos muito que a terceira guerra mundial seria por causa da água. Como é a questão das disputas internacionais pela água?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>Se você não tiver uma boa gestão da água nos rios que cortam 2 ou mais países, se você não tiver um bom sistema de comunicação entre esses países, existe o risco de conflito. Entretanto a história nos mostra que não há registro de conflito pela água. Hoje, existe muito mais cooperação dos dados, de quanto choveu, por exemplo. Em uma época se falou de hidro-pirataria, mas isso é uma grande bobagem. O gasto para transportar essa água não seria viável. A água mineral é exportada, mas encher um navio água doce é inviável. A água é um assunto local, de cada país ou região, quando a bacia é compartilhada.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Ligado a isso há a questão da dessalinização da água. Como estamos hoje com esta possibilidade?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>Está cada vez mais barato. Está na ordem de meio dólar por metro cúbico. A dessalinização é uma solução para cidades de pequeno e médio porte à beira mar, para países que tem escassez absoluta de água.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Como você espera que a água seja abordada na Rio +20?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>O governo brasileiro sabiamente colocou entre os temas que serão discutidos o tema da água. Eu acho que nós deveríamos olhar esse tema da água na Rio +20 do ponto de vista da importância da água para assegurar o crescimento econômico e a inclusão social. O saneamento é um setor que gera uma quantidade de empregos muito grande para mão de obra não qualificada e isso em um país menos desenvolvido africano ou asiático é ótimo, porque gera emprego, gera renda e diminui a pobreza. E a Rio +20 está preocupada com isso. E nós precisamos assegurar água para produção de alimentos para conseguir o crescimento verde e erradicar a pobreza. E depois na água para a proteção dos ecossistemas aquáticos, que são os mais deteriorados no nosso pais. Por exemplo. fala-se muito de florestas, biodiversidade, clima, mas as pessoas esquecem que os rios urbanos no país inteiro são esgotos a céu aberto. Se você vai a Manaus, no meio da Amazônia, os rios são imundos como em São Paulo. Os igarapés são tão sujos quanto o Tamanduateí. Esse é um grande problema que precisamos atacar e ao atacar esse problema nós vamos pensar em um crescimento verde. E vamos limpar através de um saneamento adequado, o que gera empregos e desenvolvimento. Isso é que é desenvolvimento verde de verdade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">E o que você espera de resultado do Fórum? Ele está bem focado em 12 prioridade de ações e 3 condições de sucesso. Espera ter um acordo com metas reais?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span> </span>Espero que nosso Fórum possa trazer soluções inovadoras, compartilhamento de soluções que foram exitosas em alguns países &#8211;já colocamos na internet mais de 1.200 soluções. E que seja possível que alguns países possam assumir compromissos de colocar essas soluções em prática, que as metas que foram definidas no âmbito das comissões do Fórum possam ser aceitas por governos nacionais, locais, sociedade civil organizada e setor privado, por que nosso Fórum é multiatores, nós temos um universo de participação variado. Queremos que os jovens assumam compromissos com a água.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Fonte: www.noticias.uol.com.br</p>
]]></content:encoded>
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