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NÚMERO DE MORTES POR CHUMBINHO EM PE JÁ É O DOBRO DO ANO PASSADO
04/22/2015 Admin
Pernambuco já registrou, em 2015, oito mortes causadas pelo agrotóxico conhecido como chumbinho. O total de casos foi de 23 até agora. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde. O número de mortes representa o dobro do mesmo período no ano passado. O Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (CEATOX-PE) alerta que o produto não é eficaz para controle de roedores e é perigoso para seres humanos, podendo causar óbito em poucas horas. Em 2013 foram 204 casos de intoxicação por chumbinho, com 19 óbitos. Em 2014 foram 161, com 18 mortes. A aparência do chumbinho é semelhante à de um granulado de chocolate. É um agrotóxico, mas muito usado para matar ratos, e costuma ser vendido, de forma clandestina, em lojas do comércio. A venda desse produto como raticida é considerada atividade ilícita e criminosa. Como o produto é ilegal, fica difícil saber qual dos componentes causou a intoxicação. A comercialização do agrotóxico Aldicarb, um dos principais insumos do chumbinho, foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 2012 e o Aldicarb causou 60% dos oito mil casos de intoxicação por chumbinho no Brasil nesse mesmo período. Segundo Jaime Brito, gerente geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA), todo veneno para matar rato tem que ser registrado pela ANVISA. “As pessoas que forem flagradas vendendo chumbinho ou qualquer outro tipo de agrotóxico sem registro podem ser presas por crime hediondo”, disse. Segundo ele, esse ano, até agora, não foi apreendido chumbinho. Foram identificados alguns pontos de venda, mas nenhuma apreensão foi feita. A última, disse Jaime, foi no final de 2013, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Foram encontrados 50 mil tubos com 10g cada em uma residência e o proprietário foi preso. Como a venda do chumbinho é proibida, a orientação para a população é comprar outro produto, um raticida autorizado, que é vendido nos supermercados. A população também deve denunciar os órgãos competentes caso saiba de pontos de venda e jamais deve usá-lo como raticida. O chumbinho causa danos aos sistemas nervoso, respiratório, cardiovascular e digestivo. Após a ingestão, os batimentos cardíacos diminuem e o paciente sente dor abdominal, distúrbios neurológicos e dificuldade de respirar. A contaminação pode ocorrer após respiração ou contato com a pele. A coordenadora do Ceatox, Lucineide Porto, alerta sobre o risco de levar o produto pra casa. “As crianças podem ingerir acidentalmente. Não se deve tomar água nem leite, mas levar direto para o hospital”, esclarece. Antes mesmo do transporte chegar é preciso deixar as vias aéreas do paciente livres e ter cuidado para ele não se machucar durante as convulsões que podem ocorrer. O Ceatox pode orientar a unidade de saúde sobre as melhores formas de tratamento. FONE DO CEATOX - 0800.722.6001 Fonte: www.g1.com.br/pe
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CIENTISTAS SEQUENCIARAM O GENOMA COMPLETO DA MOSCA COMUM E AFIRMAM QUE AS DESCOBERTAS PODEM AJUDAR A DESCOBRIR NOVOS TRATAMENTOS PARA DOENÇAS QUE AFLIGEM OS HUMANOS.
04/21/2015 Admin
A MOSCA PODE CARREGAR CERCA DE CEM DOENÇAS, INCLUINDO PROBLEMAS QUE LEVAM À CEGUEIRA. Ao comparar o DNA da mosca comum com o da mosca de frutas, a equipe da Universidade de Cornell (EUA) detalhou os genes que fazem esses insetos imunes aos patógenos (organismos causadores de doenças, como bactérias, vírus e fungo) a que estão expostos. Os cientistas também descobriram o código genético que ajuda a mosca a dissolver dejetos, como fezes. "Informações a respeito desses genes podem nos ajudar a processar dejetos humanos e a melhorar o meio ambiente", disseram o cientista Jeff Scott e seus colegas ao periódico Genome Biology. SUJEIRA Moscas comuns são "perfeitas" para a transmissão de doenças. Elas têm contato regular com carcaças, com lixo e com outros objetos sujos que contêm bactérias, vírus e parasitas. E elas gostam dos mesmos alimentos que nós e, como são muito eficientes em escapar das nossas tentativas de matá-las, têm sempre oportunidades de pousar tanto na nossa comida como em nosso corpo. Acredita-se que elas carreguem tantos patógenos porque se alimentam de substâncias líquidas ou semilíquidas - muitas vezes fezes. Como estão constantemente se alimentando, elas necessitam eliminar seus próprios dejetos (e os patógenos que carregam) sempre que pousam por mais de alguns segundos. Mas, ao contrário do que acontece com humanos, esse estilo de vida pouco higiênico não faz mal à saúde das moscas. Scott e sua equipe ficaram interessados em tentar descobrir o porquê disso - e como utilizar essa habilidade em benefício da raça humana. Eles sequenciaram os genomas de seis moscas fêmeas comuns e os compararam com o da mosca da fruta, a Drosophila melanogaster, para identificar que partes do DNA são exclusivos da mosca comum e poderiam ser estudados mais a fundo. A equipe descobriu que a mosca comum tinha muito mais genes imunes do que a drosófila. E esses genes eram também bem mais diversificados - possivelmente para oferecer ao inseto proteção contra os diversos patógenos que ele carrega. PROLIFERAÇÃO DE DOENÇAS O professor David Conway, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, explica que "apesar de acharmos que as moscas são apenas um incômodo, elas podem transmitir diversas bactérias a seres humanos e contribuir significativamente para (a proliferação de) doenças em comunidades pobres onde as condições sanitárias são limitadas". "É ótimo ver essa análise do sequenciamento genômico, em especial sua comparação com os genomas de moscas de frutas, mais estudadas até agora", agrega Conway. "Muitas outras moscas transmitem importantes doenças humanas, e espero que esse trabalho estimule mais análises genômicas e comparações entre eles. O genoma da mosca tsé-tsé, que transmite a doença do sono na África, foi publicado alguns meses atrás - apesar de ela se alimentar de sangue, ela tem parentesco mais próximo com a mosca comum do que com mosquitos. Há muitos outros vetores de doenças negligenciadas que poderiam ser melhor compreendidos se tivéssemos mais comparações entre seus sequenciamentos genéticos." Fonte:BBC Brasil
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BRASIL TEM 828 CASOS DE CHIKUNGUNYA, SEGUNDO MINISTÉRIO DA
04/20/2015 Admin
Até o dia 25 de outubro, 828 casos de infecção pelo vírus chikungunya foram diagnosticados no Brasil. Do total, 299 foram transmitidos dentro do próprio país (casos autóctones). Outros 39 casos foram importados, ou seja, os pacientes foram infectados durante viagens a outros países. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (29). Nas últimas duas semanas, houve um aumento de 491 casos. Houve 458 casos de transmissão interna na Bahia, 330 no Amapá e 1 em Minas Gerais. Quanto aos casos importados, foram registrados 17 em São Paulo, 4 no Ceará, 3 no Rio de Janeiro e mais 3 em Roraima. Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal registraram dois casos, cada. Amazonas, Amapá, Goiás, Maranhão, Minas Gerais e Pará tiveram apenas uma notificação de caso importado. Do total de casos, 155 foram confirmados por exame laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico. De acordo com o Ministério, quando há transmissão intensa em determinada região, o diagnóstico pode ser feito pela observação dos sintomas, caso o paciente tenha tido contato com outras pessoas infectadas. Entenda o vírus – A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa. Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Como as pessoas pegam o vírus? – Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades. O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue? – Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes. Quais são os sintomas? – Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares. Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue. Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é “muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização”. Tem tratamento? – Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides. De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. “Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão”, diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico. Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo. Como se prevenir? – Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus. Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado. Que medidas preventivas o governo brasileiro adotou? – Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos de chikungunya no Caribe, o Ministério da Saúde começou a elaborar um plano de contingência do vírus para o Brasil. “Existe a possibilidade de transmissão em todo local que há mosquitos vetores”, explica o secretário Barbosa. O plano consiste em promover uma redução drástica da população de mosquitos nos arredores de onde os casos são identificados e orientar médicos, assistentes e profissionais de laboratórios de referência sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laboratórios do país são capazes de fazer o teste para detectar o novo vírus. Em 2010, o Brasil já tinha recebido três casos da doença do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indonésia e uma missionária, na Índia.
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PESQUISA REVELA QUE SALIVA DO CARRAPATO PODE CURAR CÂNCER
04/17/2015 Admin
A União Farmacêutica Nacional, co-titular da patente e detentora do licenciamento para comercialização de um medicamento feito a partir de uma proteína recombinante obtida a partir dos genes da glândula salivar do carrapato, enviará em novembro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma solicitação para que testes possam ser iniciados em seres humanos. Os estudos, feitos por pesquisadores do Instituto Butantan a partir da genética do carrapato Amblyoma cajennense, conhecido como carrapato-estrela, identificaram uma proteína com ação anticoagulante e potencialmente anticancerígena. Experiências realizadas em camundongos apontaram redução ou eliminação de tumores do tipo melanoma (câncer de pele), tumores de pâncreas e renais, e a redução de metástases pulmonares, dependendo do número de doses da formulação aplicadas nos animais. Os pesquisadores observaram também que a substância foi totalmente excretada por animais saudáveis, mas conduzida diretamente ao tumor em animais que tinham câncer. “Isso significa que a saliva do carrapato possui propriedades tóxicas para células tumorais, sem oferecer risco para células saudáveis”, explica a coordenadora do estudo e responsável pelo Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto Butantan, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi. Segundo a pesquisadora, o objetivo do estudo é a obtenção de um medicamento capaz de tratar a doença. Após a realização de testes feitos em humanos, os resultados serão submetidos a análises de comitês de ética e ensaios clínicos, antes de chegar ao mercado. A investigação foi iniciada em 2003 e conta com financiamento da União Química Indústria Farmacêutica, além de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). A expectativa é que o medicamento seja totalmente produzido no Brasil.
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FALTA DE SANEAMENTO AGRAVA LEPTOSPIROSE EM ALAGOAS
04/16/2015 Admin
Ela vem sorrateira, com sintomas como febre, dor de cabeça, mal estar e vômitos, mas pode ser fatal. Somente este ano, quatro pessoas morreram em Alagoas em decorrência da leptospirose. O caso mais recente foi o de Max David da Silva Barbosa, de 20 anos, falecido após contrair a doença ao entrar em um córrego no bairro do Benedito Bentes para salvar uma criança. O jovem é mais um a engrossar as estatísticas no Estado. Em 2014, já foram confirmados 38 registros da enfermidade. O principal foco é Maceió, com 27 pessoas contaminadas, seguido de Campo Alegre e Pilar, com duas cada, e Barra de Santo Antônio, Colônia de Leopoldina, Limoeiro de Anadia, Marechal Deodoro, Rio Largo, União dos Palmares e Viçosa, com um doente cada. Os números, repassados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), são parecidos com os de 2013, quando o órgão computou 39 ocorrências e, segundo o médico infectologista Teófilo Guimarães, já são os esperados. Ele, que atendeu Max David no Hospital Hélvio Auto – o HDT, referência no tratamento -, explica que a falta de saneamento em Alagoas, em especial na capital, facilitam o aparecimento da leptospirose. “As condições sanitárias no Estado são péssimas. Estamos numa situação endêmica, quando já temos um número de registros esperado para um determinado local. É uma estatística que sempre se repte, já que se trata de um local com esgoto a céu aberto, sem saneamento básico. Se tivéssemos uma cidade saneada, a doença diminuiria muito”, diz o especialista. Segundo relatório do Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), divulgado em 2013, a capital alagoana aparece na 79ª posição no Ranking de Saneamento Nacional, que engloba 100 cidades brasileiras. Quando o assunto é o atendimento total de esgoto, Maceió aparece com uma taxa de apenas 35,36%, com uma nota de 0,88 – a máxima é de 2,5. O indicador de tratamento também aparece com o mesmo percentual, 35,36, deixando o município bem atrás de outros do Nordeste, como Salvador, que aparece em 34º lugar, Fortaleza (43º), João Pessoa (52º), Aracaju (68º), Recife (69º) e Natal (65º). Os dados são os últimos publicados pelo Ministério das Cidades e são relativos ao ano de 2011. No estudo, a Trata Brasil destaca que a consulta é feita pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério e que reúne informações fornecidas pelas empresas prestadoras dos serviços. Já a última pesquisa entre os estados foi realizada pelo IBGE em 2008 e mostra Alagoas com 9,6% de domicílios atendidos por rede geral de esgoto. “Se esse problema fosse resolvido, os casos de leptospirose, se não zerassem, chegariam bem perto disso, com bem menos adoecimentos. O grande problema é mesmo o saneamento, que facilita a procriação e o contato com os roedores, os maiores transmissores da doença”, diz o médico Teófilo Guimarães. Caso Max David Responsável pelo atendimento de Max David no HDT, o infectologista afirma que uma complicação grave e mais rara, o sangramento pulmonar, agravou a situação. Mas destaca que a demora no diagnóstico também fez com que as chances de cura fossem menores. Antes do Hélvio Auto, o paciente havia ido a um mini pronto-socorro, onde recebeu um anti-histamínico e foi liberado. Os primeiros sinais da enfermidade apareceram no dia 30 de julho, cinco dias após o jovem pular em um córrego na Grota da Alegria para salvar um menino que havia escorregado. “Ele foi ao pronto-socorro na quarta-feira e apenas quando os sintomas se agravaram e começou a sentir um desconforto respiratório ele chegou ao hospital, onde já teve que ser encaminhado diretamente para a UTI diante da gravidade”, diz Teófilo. De acordo com ele, o sangramento mais comum é o gastrointestinal, complicação da doença. “Foi o primeiro caso que vi de sangramento pulmonar. Mas o hemograma dele já mostrava uma infecção, alteração nas enzimas do fígado e a leptospirose tem que ser pensada, até em decorrência da história. Não dá para dizer que se ele tivesse sido diagnosticado no início estaria vivo, mas provavelmente teria mais chances”. O médico lembra que a falta de equipamentos nos postos, como aparelhos de raio-x, também dificulta o diagnóstico. “Não dá para diagnosticar se não tiver um suporte adequado, como a realização de um exame de sangue, um raio-x. A emergência não tem o suporte que tive no hospital, por exemplo”, expõe. “O ideal é que o diagnóstico tivesse acontecido antes”, completa. Leptospirose Causada pela bactéria Leptospira, a leptospirose é uma enfermidade infecciosa transmitida principalmente por roedores domésticos, como ratazana e camundongo, que, não desenvolvendo a doença, tornam-se portadores e a eliminam no meio ambiente, contaminando água, solo e alimentos. Ela pode demorar até um mês para dar os primeiros sinais, mas o comum é de 7 a 14 dias. “Os primeiros sintomas são bem discretos, mas isso também depende de cada organismo e de como o sistema imunológico vai agir contra a leptospira. Não existe maneira de evitar que ela se desenvolva, como uma vacina, por exemplo, então, no primeiro sintoma, o caso já deve começar a ser acompanhado”, diz o infectologista Teófilo Guimarães, lembrando que a letalidade da doença não é grande. Os sintomas podem aparecer de forma leve, como febre de início súbito, dor de cabeça, anorexia, náusea, vômitos e dores musculares, principalmente na panturrilha. Icterícia (pele amarela) e hemorragias também podem acontecer, mas o médico destaca que nem sempre é necessária a internação. “O primeiro a ser feito é analisar a história clínica, até porque leptospirose não se pega no ar ou com outra pessoa doente, mas, tendo um histórico de contato, a possibilidade deve ser pensada”.
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FRIBURGO CONFIRMA PRIMEIRA MORTE POR LEPTOSPIROSE APÓS ENCHENTES
04/14/2015 Admin
A prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, confirmou nesta segunda-feira (7) a primeira morte por leptospirose, após as enchentes e deslizamentos que deixaram mais de 870 mortos, desde o dia 11 de janeiro. A prefeitura não informou o nome nem a idade da vítima, mas afirmou que foi um homem e que ele morreu no domingo (6). De acordo com a prefeitura, Friburgo já tem 40 casos de leptospirose confirmados. (Posteriormente, a própria prefeitura de Nova Friburgo afirmou que não há confimação de primeira morte por leptospirose no município após as enchentes.) A secretaria de Saúde de Teresópolis, também na Região Serrana, confirmou nesta segunda-feira cinco casos de leptospirose na cidade, desde a tragédia. Até o momento, segundo a secretaria, há 170 notificações de casos suspeitos da doença. Todos os possíveis infectados realizam tratamento domiciliar, segundo a secretaria. Para evitar uma epidemia dessa e de outras doenças, a prefeitura de Teresópolis realiza uma campanha de orientação sobre medidas preventivas. No caso da leptospirose, os principais sintomas são febre alta, náuseas, dores musculares e de cabeça. A secretária de Saúde do município, Solange Cirico, aconselha a todos que apresentarem os sintomas a ir à unidade de saúde mais próxima.
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