Infestação de piolhos de pombos deixa alunos sem aula em Marília

30.10.2016

 

A infestação de piolhos de pombos na Escola Estadual Maria Cecília Ferraz de Freitas em Marília (SP) tem deixado alguns alunos sem frequentar as aulas há alguns dias. Estudantes tiveram feridas nas pernas de tanta coceira. Os alunos contam que a escola estadual sempre teve muitos pombos, só que agora essa infestação começou a prejudicar a saúde deles. Os pássaros estariam deixando um rastro de piolhos pela escola.

Em nota a prefeitura de Marília disse que a escola não comunicou o caso e que apesar de ser uma unidade estadual, uma equipe foi até o local e faz um estudo para que sejam instaladas telas e outras medidas que vão eliminar as possibilidades de abrigo e ninho das aves.

Já o Estado disse que a direção da escola fez uma vistoria e identificou uma pequena passagem em uma tela de proteção e por isso foi providenciada a dedetização e o reforço da tela. As aulas estão normais.

Uma estudante, que prefere não se identificar, estava na sala de aula quando o incômodo começou. "Eu cheguei na quinta-feira, a gente sentou, assistiu aula normal e de repente começou uma coceira muito forte no corpo e tudo, mas eu pensei que fosse normal, formiga, até que as meninas falaram o que era", lembra.

Outra aluna que também não quis se identificar disse que já viu os piolhos andando na sala. "Vários piolhinhos assim correndo pela janela da minha sala de aula." Faz uma semana que ela também não vai à escola porque está com coceiras incontroláveis pelo corpo. “É uma coceira insuportável, não dá pra dormir, não para de coçar.”

Os pombos são vistos até do lado de fora da escola. Eles formam ninhos nos espaços entre o telhado e a lage. O popular piolho de pombo é na verdade um ácaro. Ele se alimenta do sangue de pássaros, aves e também de humanos.

Ele não é como o piolho comum que gruda nos cabelos e até se reproduz ali. Esse tipo fica nos ninhos dos pombos ou nas paredes, mesas, janelas e gosta de pele. Por isso a coceira pelo corpo. No lugar da picada forma uma coceira que não cura sozinha só com tratamento médico.

“Tem que ser feito diagnóstico diferencial com outras doenças, porque as mordidas são muito semelhantes as de pulgas e quadros de sarna. Então é importante a visita ao médico”, explica a dermatologista Fernanda Carrenho.

 

 

 

 

 

 

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