MARUINS NÃO SÃO BORRACHUDOS

 

Ricardo Soares Matias
Médico Veterinário MSc – CRMVRS – 1968
Consultor em Gerenciamento de Sinantrópicos
Credenciado pela Aliança Internacional de APPCC
Instrutor SENAR RS e SESCOOP RS, SC  e PR
Especialista em Atenção Primária de Saúde/Saúde Comunitária
E-mail: matiassinantropicos.blogspot.com

 

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

 

Há inúmeros trabalhos e publicações que tem feito referência ao fato do maruim ser o mesmo borrachudo e que ambos sejam vetores de uma verminose denominada mansonelose.

 

Entretanto são espécies totalmente diferentes. O maruim pode transmitir esta verminose, mas em outras partes do planeta, não no Brasil  pois segundo Medeiros, J. F. e col. 2009, no Brasil, somente os simulídeos são assinalados como transmissores da Mansonelose.

 

Por estas razões consideramos importante fazermos uma breve diferenciação entre estas duas espécies.

 

MOSQUITOS

 

Acredita-se que os mosquitos tenham evoluído cerca de 170 milhões de anos atrás, no momento o primeiro registro conhecida ocorreu durante o período Jurássico (199-144 milhões de anos atrás), com o mais antigos fósseis conhecidos são do Cretáceo (144-65 milhões de anos atrás). 

 

Acredita-se que tenham evoluído na América do Sul, espalhando inicialmente para o norte do continente Laurásia e re-entrando nos trópicos pelo norte do país.

 

 

Reino Animalia

Filo Arthropoda

Classe Insecta

Ordem Diptera

Subordem Subórdem Nematócera

Família Culicidae

Subfamília Culicinae

Gênero Aedes

Gênero Culex

Subfamília Anophelinae

Gênero Anopheles

Família Psychodidae

Subfamília Phlebotominae

Gênero  Lutzomyia (Novo Mundo – Américas)

Phlebotomus (Velho Mundo – Europa e demais)

Família Ceratopogonidae

Gêneros: Culicoides (maruins) e Leptoconops

Família: Simuliidae

Tribo: Simuliini

Gênero: Simulium

 

  1. MARUINS

O maruim, mosquito-pólvora ou mosquito do mangue é um membro da família Ceratopogonidae de pequenas dimensões (1 a 3 mm) dotados de aparelho do tipo picador-sugador . Entretanto os apêndices bucais são menores que os demais mosquitos picadores-sugadores como os pernilongos.

 

 

 

  1. Lábio com labela (aloja todos os 6 estiletes)

  2. Labro (é uma calha por onde passa o sangue)

  3. Hipofaringe (passa o canal salivar)

  4. Maxila (2-protegem a probóscide ou tromba)

  5. Mandíbula (2-protegem a probóscide ou tromba)

 

Probóscide ou tromba = 1 + 2 + 3 ladeado acima pelos palpos maxilares

 

Seu labro, que é por onde o inseto suga o sangue é bem mais curto e mais grosso, que é uma das razões da picada doer tanto.

 

 

 

Estes insetos tem uma picada extremamente dolorosa. Kettle, D. S. em The bionomics and control of Culicoides and Leptoconops, 1962 diz que: “Um maruim é uma curiosidade entomológica, mil podem ser o inferno”.

 

 

Pela foto acima onde existem inúmeros maruins no dorso da mão, verifica-se ausência da gota de sangue comum aos borrachudos em função do tipo de aparelho bucal. No borrachudo o labro funciona como uma tesoura cortando o tecido onde o sangue se acumula para o inseto sugar. No maruim ele pica e suga. Como seus peptídeos são mais alergênicos sua reposta é bem mais intensa.

 

Os indivíduos adultos de ambos os sexos se alimentam de seiva e néctar de plantas em busca de substâncias açucaradas, mas as fêmeas são hematófagas em busca de uma alimentação rica em proteína animal para maturação dos seus ovos.

 

Os mosquitos, em geral, se forem perturbados durante a hematofagia sairá do hospedeiro. Caso contrário, permanecerá até que fique com o abdômen cheio. No abdômen tem um nervo sensório que identifica a hora de largar o hospedeiro. Se este for cortado continuará sugando até estourar.

 

As proteínas da saliva evocam uma resposta imune do corpo do hospedeiro. A área fica edemaciada e coça, uma resposta provocada pela saliva. Eventualmente, o inchaço vai embora, mas a coceira permanece até que suas células fiquem imunes às proteínas da saliva.

 

O maruim como os outros mosquitos se reproduz em lugares alagados, como banhados, onde existe matéria orgânica em decomposição. Pesquisas recentes no sul do Brasil (região de Corupá, SC) determinaram que um dos nichos para sua reprodução são os cepos das touceiras de bananeira e as fezes de animais.

 

 

Suas larvas vivem na água doce ou salgada, conforme a espécie. É encontrado no interior, em matas úmidas e brejos, ainda são encontrados em água parada dos mangues, dos buracos de caranguejos, das valas das ruas, das margens de represas e rios, dos internós de bambus, etc.

 

Possui este nome devido ao tamanho pequeno e cor que lembra um grão de pólvora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Culicoides paraensis

 

O tórax apresenta desenhos característicos e não é revestido por pelos e escamas. Suas asas possuem pelos e ápice arredondado, apresentando manchas claras, o que lhe confere aspecto característico.

 

A atividade hematofágica é mais comum fora dos domicílios. Elas costumam picar em horas crepusculares, mas em locais sombreados o fazem a qualquer hora do dia e suas picadas produzem a sensação de uma pontinha de fogo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É um animal antropofílico que penetra pelo meio dos cabelos e por dentro das roupas.

 

Apenas as fêmeas são hematófagas e vetores do vírus Oropouche (Febre, cefaleia, mialgias, artralgias, anorexia, tonturas, calafrios, fotofobia, náuseas, vômitos, diarreia, congestão conjuntival, dor epigástrica e dor retro ocular)  no norte do Brasil que deixa o paciente de cama por até doze dias.

 

O vírus Oropouche causa febre aguda, eventualmente meningite e inflamação do encéfalo e das meninges (meningoencefalite).

 

O alerta sobre o risco de epidemias do vírus Oropouche em diferentes regiões do país, foi dado por Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo), durante palestra na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

 

Há mais de 500 mil casos relatados no país nas últimas décadas de febre do oropouche – como é conhecida a doença causada pelo vírus.

 

Esse número, contudo, tende a subir, uma vez que o vírus, transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis – conhecido popularmente como maruim ou borrachudo –, antes restrito aos pequenos vilarejos da Amazônia, tem se alastrado e chegado às grandes cidades do país, ponderou Figueiredo.

 

“O oropouche é um vírus que tem um grande potencial de emergência, porque o Culicoides paraensis está distribuído por todo o continente americano. O vírus pode sair da região amazônica e do planalto central e chegar às regiões mais povoadas do Brasil”, apontou.

 

Esse número tende a subir uma vez que o mosquito Culicoides paraensis antes restrito aos pequenos vilarejos da Amazônia tem se alastrado e chegado às grandes cidades.

 

O vírus já foi isolado em aves no Rio Grande do Sul, em um macaco sagui em Minas Gerais e foi detectada a presença de anticorpos neutralizantes (que se ligam ao vírus e sinalizam ao sistema imune que destrua aquele corpo estranho e o impeça de completar a infecção com sucesso) em primatas em Goiânia.

 

Os pesquisadores da instituição já haviam diagnosticado, em 2002, 128 pessoas infectadas pelo vírus em Manaus. Estes pacientes haviam sido diagnosticados clinicamente como dengue, uma vez que os sintomas são parecidos com a febre Oropouche.

 

Os pacientes apresentavam sintomas típicos da infecção como febre aguda, dores articulares, de cabeça e atrás dos olhos. Três deles desenvolveram infecção no sistema nervoso central.

 

Durante a hematofagia o inseto causa desconforto, insônia e até irritabilidade, principalmente quando o número de insetos é grande.

 

 

A picada também pode provocar reações alérgicas oriundas de proteínas e peptídeos presentes na saliva do inseto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bragança/Ajuruteua, PA. Usando dedeiras que o protege contra cortes de ostras ou pinçadas de caranguejos, o pescador se prepara para entrar no mangue. O “porradão” de fumo picado enrolado em papel cor de rosa de padaria ajuda a espantar os maruins, os incômodos mosquitos pólvora. Foto: Roberto Linsker

 

Muitas espécies deste grupo atacam outros insetos e, como ectoparasitas, sugam o sangue destes hospedeiros e foram encontradas fêmeas de várias espécies predadoras de pequenos insetos, que capturam e largam tão logo tenham sugado a hemolinfa deles.

 

Em outras espécies as fêmeas se fixam em insetos maiores, usando-os como meio de transporte, ao mesmo tempo em que lhes suga a hemolinfa; na maioria das espécies, porém, as fêmeas se nutrem sugando o sangue de vertebrados.

 

Transmitem a oncocercose equina, que por isto, muitos confundem com o borrachudo que é vetor da oncocercose humana.

 

Também transmitem vírus de importância em saúde animal como a Blue Tongue, Língua Azul (necrose da língua) que acomete ovinos e bovinos.

 

Em maio de 2001, foi feita a 1ª notificação pelo Escritório Internacional de Epizootias (OIE, 2001) de um foco de Lingua Azul (LA) no sul do Brasil, no estado do Paraná, município de Campo Tenente, onde bovinos, caprinos e ovinos foram acometido.

 

Mais recentemente, Lobato et al. (2001) realizaram um levantamento soroepidemiológico em propriedades de criação de caprinos e ovinos nas mesorregiões Norte de Minas (NM), Jequitinhonha (JE) e Vale do Mucuri (VM) no estado de Minas Gerais, totalizando 47 municípios, indicando que 42,3% dos caprinos e 61,8% dos ovinos foram soropositivos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  1. BORRACHUDOS

Os simulídeos apresentam inúmeras espécies distribuídas no país, destes o estado do Rio Grande do Sul é o quarto estado com maior número de espécies (29 diferentes espécies).

 

Destas espécies o Simulium (Chirostilbia) pertinax Kollar, 1832, é o mais antropofílico, ou seja, é o que mais ataca os seres humanos. Tem o corpo robusto medindo de 2 a 5 mm, asas longa com muitos pelos, patas curtas e fortes, antenas curtas e grossas, aparelho bucal pequeno e cortante, tórax com o dorso elevado, abdome com 10 segmentos, coloração preta grafite com manchas brancas nas patas à semelhança do Aedes aegypti.

 

 

 

Os simulídeos são chamados de borrachudos por apresentarem o dorso do tórax arredondado. O dicionário define borrachudo como alguma coisa inchada, redonda. No norte do país é chamado Pium que em Tupi significa mosquito muito pequeno.

 

A fêmea é hematófaga, mas a hematofagia não é para se alimentar, uma vez que machos e fêmeas se alimentam de seiva vegetal. A hematofagia é realizada após a cópula de forma que suas proteínas amadureçam os ovócitos e possa então, ovular.

 

O macho injeta um espermatóforo que é uma de cápsula ou massa que contém espermatozóides sendo integralmente transferida para o oviporo da fêmea durante a cópula. Posteriormente a fêmea necessita realizar hematofagia.

 

Diferentemente dos mosquitos, como o maruim e pernilongo que tem um aparelho bucal picador-sugador, o borrachudo apresenta um aparelho bucal modificado onde suas mandíbulas estão adaptadas a cortar, à semelhança de uma tesoura.

 

Esta corta a pele onde o sangue se acumula. Através de proteínas e peptídeos que tem em sua saliva este sangue não coagula durante a hematofagia e a pessoa não sente a picada pela presença de um anestésico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Photomicrograph courtesy of Dept of Biological Sciences.

 

Posteriormente este sangue é sugado através da hipofaringe passando pelo cibário.

 

Logo que ela abandona o hospedeiro fica uma gota de sangue no local e começa a coçar por reação alérgica.

O aparelho bucal do maruim e do borrachudo são parecidos, mas o do borrachudo corta a pele o do maruim perfura a pele e suga o sangue.

 

Simulium (Chirostilbia) pertinax Kollar, 1832 foi a primeira espécie da família Simuliidae descrita para o Brasil, com base em exemplares coletados no município do Rio de Janeiro. A espécie foi precariamente descrita por Kollar (1832) (apud Lutz 1909).

 

A partir dos estudos de Lutz (1909, 1910, 1917 e 1922) e Lutz et al. (1918) mais informações foram obtidas sobre as características morfológicas e biológicas de S. pertinax. D’Andretta & d’Andretta (1950) descrevem todos os estágios de S. pertinax, utilizando, basicamente, exemplares provenientes do estado de São Paulo.

 

Coscarón (1981) caracterizou o subgênero Chirostilbia Enderlein, 1921 e sinonimizou Chirostilbia flavifemur Enderlein, 1921 com S. pertinax, designando-a espécie-tipo do subgênero.

 

Encontra-se em praticamente todas as regiões geográficas do mundo tendo sido encontrados ao Norte do Círculo Polar Ártico, Groenlândia, ao Sul da Terra do Fogo, às margens do deserto do Saara em rios que cortam estas áreas e nos Oásis, nas ilhas de Santa Helena, Seychelles e La Reunion.

 

No sul e sudeste do Brasil a espécie mais encontrada e que causa maiores problemas econômicos e sanitários para a espécie humana e animal é o Simulium pertinax.

 

Os borrachudos tem um ciclo biológico completo, são holometábolos, ou seja, passam pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto. O tempo deste ciclo depende da espécie e de condições climáticas.

 

Entretanto o ciclo ocorre em dois ambientes distintos. As fases de ovo, larva e pupa ocorrem única e exclusivamente dentro da água e a fase adulta é aérea, diferentemente do maruim onde o ciclo biológico pode ocorrer em qualquer lugar como locais úmidos, material em decomposição ou fezes de animais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Macho e fêmea se alimentam de seiva vegetal ou néctar ficando este alimento armazenado no papo e sendo digerido como fonte alimentar. Após ter sido fecundada a fêmea precisa encontrar um animal de sangue quente para ingerir o sangue, ovular e ocorrer a fecundação propriamente dita.

 

A partir deste momento ela vai à procura de um local próximo ou dentro da água, mas acima desta, onde os ovos são postos e onde todo o restante do ciclo acontecerá.

 

PREJUÍZOS SANITÁRIOS CAUSADOS PELO BORRACHUDO

 

No oeste do Canadá prejudicam severamente o gado nas pastagens ocasionando morte por choque anafilático e reações alérgicas causadas pela introdução de proteínas e peptídeos existentes na saliva quando ocorrem as picadas.

 

Na Europa Central ocasionaram a morte de animais, o incômodo não deixava os animais se alimentarem adequadamente e a economia local era afetada pela queda na produtividade como diminuição na produção de leite e ganho de peso.

 

Em diversos países existem inúmeras referências de perdas econômicas provocadas pelo ataque de simulídeos na agropecuária afetando bovinos, equinos, muares, suínos, ovinos, cães, gatos, perus, patos e frangos assim como animais silvestres que morrem em consequência de reações alérgicas provocadas pelas picadas indo a nível de choque anafilático. Ainda transmitem a estes, vários parasitas e aumentam o nível de stress.

 

Este aumento do stress pode ter como consequência falhas vacinais.

 

O borrachudo procura regiões menos coriáceas para facilitar a ingestão de sangue, com isto o úbere é uma área bem afetada podendo ocasionar mastite pelo edema ocasionado pela picada.

Nas aves eles podem transmitir protozoários parasitas do sangue. Há casos de morte em crianças de colo desprotegidas, pelo excesso de picadas desses insetos, quando da ausência dos pais (Carreira, 1991).

 

Convém lembrar que problemas sanitários que não ocorram em determinada localidade poderão num futuro próximo vir a ocorrer é só uma questão de adaptação do vetor ao patógeno e destes ao ambiente.

 

E temos observado isto como, por exemplo, na Oncocercose que antes restrita à região dos Ianomâmis ao norte de Roraima hoje apresenta uma maior distribuição geográfica, sendo encontrada em diferentes regiões do Amazonas – nas áreas mais altas da serra do Parima (principalmente próximo à fronteira com a Venezuela): regiões yanomami de Xitei, Surucucu, Balawau, Homoxi, Tukuxim, Toototobi, Arathau, Parafuri, Paapiu, Novo Demini, Palimiu, Alto Catrimani; Goiás – Hidrelétrica Serra da Mesa na cidade de Minaçu; ao longo do rio Purus no Acre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A transmissão de Onchocerca volvulus, um verme causador da oncocercose humana, é o mais importante aspecto da relação entre o homem e simulídeos. Este parasita foi descrito pela primeira vez em 1893, em Gana na África e os borrachudos foram confirmados como vetores desta zoonose em 1926. Este parasita é introduzido no homem através da picada do inseto e se desloca para o nervo ótico causando cegueira total. Esta doença também é chamada de cegueira dos rios.

 

No Brasi, em 1965, foram descobertos focos no extremo norte, no Rio Toototobi no estado do Amazonas e nas montanhas Surucucus no Território de Roraima.

 

Na cidade de Minaçu (GO), na década de 80 surgiram os primeiros casos da oncocercose fora da zona endêmica de Amazonas e Roraima, descoberta na década de 60. Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, como a pesquisadora titular Marilza e o pesquisador Antonio Paulino Dias descobriram uma nova espécie conferindo a esta a possibilidade de ser causadora da doença, não apenas em Goiás mas também no Acre, o Simulim lobatoi.

 

Isto se deve ao fato desta espécie apresentar o cibário inerme. O cibário, que é o órgão do mosquito responsável pela sucção, localizado entre a abertura bucal e a faringe, é liso na espécie S. lobatoi, ao contrário de outros simulídeos que apresentam cerdas cortantes.

 

Conforme comprovado através de técnicas de microscopia eletrônica pelos pesquisadores da Fiocruz, os simulídeos que possuem cibário com cerdas são maus transmissores do verme causador da oncocercose porque estes filamentos costumam dilacerar as larvas e não transmitir a oncocercose, entretanto se for lisa, inerme passa a ter capacidade de vetorar a oncocercose. Tendo em vista que o S. lobatoi não possui estas cerdas, ele potencialmente seria um bom transmissor da oncocercose.

  1. pertinax é socioeconomicamente relevante, pois apresenta antropofilia acentuada e suas picadas causam prurido intenso e irritação, podendo culminar em reações imunológicas severas. Portanto, afeta as atividades turísticas e agropecuárias, por exemplo, a fixação do homem ao campo. Além da antropofilia, apresenta cibário inerme sugerindo capacidade para vetoração da Onchocerca volvulus (Shelley et al. 1997).

Em algumas localidades das regiões Sul e Sudeste, a espécie causa grandes danos, sendo a principal espécie-alvo de programas de controle de simulídeos que existem nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Isso resultou em várias publicações sobre sua biologia (e.g.: Ruas-Neto, A. L. & Silveira 1989, Ruas- Neto, A. L. & Matias, R. S. 1985, Araújo-Coutinho & Lacey 1990, Pegoraro & Stunker 1993).

 

Doença de evolução lenta onde cada oncocercoma (gânglio linfático infectado) encerra geralmente um casal de microfilárias que produzirão mais de um milhão de microfilárias por ano durante 10 a 15 anos, período em que os adultos vivem caso o paciente não sejam tratados.

Segundo a Dra. Ana Margarida e col. no III Encontro Latinoamericano de Ciências Sociais e Barragens em Belém do Para, 2010, refere que apesar da grande maioria das microfilárias morrer devido à ação do sistema imunitário, podem viver por um período de até dois anos. O prurido intenso e oncodermatites atribuídas à doença são causados por reações inflamatórias decorrentes da liberação de determinadas substâncias após a morte das microfilárias.

 

No entanto, algumas podem atingir a maturidade e formar novos nódulos. Seu efeito mais grave é a cegueira, desencadeada pela migração das microfilárias para os olhos, causando graves alterações da retina e meios transparentes.

 

Período de incubação podendo variar de sete meses a mais de dois anos.

 

Em mulheres grávidas, o parasita pode danificar a glândula pituitária de fetos resultando no nascimento de indivíduos anões por deficiência da produção do hormônio de crescimento conforme considerações de Organização Mundial da Saúde.

 

Segundo a pesquisadora Fabiane Petry em sua dissertação ao título de mestre na Universidade Federal do Paraná em 2005, os cegos oncocercóticos têm expectativa de vida reduzida em um terço e a maioria morre dentro de 10 anos.

 

Uma das características da capacidade de vetorar a oncocercose se baseia na antropofilia e na presença de um cibário, que é o órgão responsável pela sucção, localizado entre a abertura bucal e a faringe e que sendo liso permite a vetoração.

 

Basáñez et al., 1995 apresenta modelo matemático que confirma a influência da presença de dentes no cibário na transmissão da oncocercose em diferentes localidades da América Latina.

 

A pesquisadora Vaneisa Gobatto em sua dissertação para obter o título de mestre em biotecnologia na Universidade de Caxias do Sul, 2006, relata que espécies como Simulim damnosum Theobald, 1903 (Diptera: Nematocera: Simulidae) apresenta cibário inerme vetorando a oncocercose na África (Coscaron, 1987; Rabnovich, 1997; Sheeley et al., 1997).

 

A pesquisadora  Erika Silva do Nascimento em sua tese de mestrado  para a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em 2005 considerou que o Simulium pertinax além da antropofilia apresenta um cibário liso, sem cerdas sugerindo capacidade para vetorar o verme Onchocerca volvulus.

 

No trabalho Caracteres diagnósticos de Simulium (Chirostilbia) pertinax Kollar (Diptera: Simuliidae), Gil-Azevedo, L. H. e col., 2004, na descrição desta espécie de simulídeos informa que a fêmea de S. pertinax não tem dentes ou espículas no cibário,

 

Isto sugere que o S. pertinax por ter o cibário inerme poderia ser vetor da oncocercose.

 

Fato preocupante uma vez que esta espécie é uma das mais disseminadas em diferentes estados do Brasil e altamente antropofílica.

 

A oncocercose causa intenso prurido, pele seca, despigmentação da pele, interrupção da circulação da linfa causando edema.

 

A oncocercose foi trazida por escravos africanos confirmados por exames de DNA dos vermes feitos em 1990. A relação cordial dos índios com os escravos africanos que trabalhavam no garimpo é uma hipótese para explicar porque os Ianomâmi, um grupo praticamente isolado, teria contraído a doença.

 

Acredita-se que alguns escravos já estariam infectados antes de serem retirados da África e os locais de garimpo, que são os leitos dos rios, são criadouros das espécies de simulídeos capazes de transmitir o verme causador da oncocercose.

 

Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia não apresentaram casos de oncocercose na época uma vez que os escravos vindos de Angola e Moçambique eram locais de baixa carga parasitária e a capacidade vetorial do borrachudo era baixa nestes estados.

 

Já as rotas de tráfico caribenhas, holandeses e francesas, que correspondem aos escravos levados para o garimpo no território Ianomâmi, tinham origem na África Ocidental, onde a doença era mais severa e apresentava carga parasitária alta.

 

Para a origem dos casos da doença no Centro-oeste do país, a teoria mais aceita é de que garimpeiros que adquiriram a doença em território Ianomâmi durante invasões ilegais da área indígena migraram para a região de Goiás disseminando a doença. Isso só foi possível porque lá existem espécies de simulídeos, capazes de transmitir a oncocercose.

 

A picada introduz substâncias na saliva, proteínas e peptídeos que causam uma alergia. O homem ao se coçar, pela dermatite alergica, pode introduzir bactérias causando infecções secundárias além de febre, inchaço, dor de cabeça e dores nas articulações.

 

Prurigo estrófulo é um quadro comum na infância que surge em decorrência de uma reação de hipersensibilidade à picada de insetos. O quadro parece estar relacionado a alterações na imunidade, tendo que existir uma predisposição a picadas de insetos.

 

A doença tem como característica o surgimento na pele de pápulas (pequenas lesões elevadas) avermelhadas e vesículas (pequenas bolhas) principalmente nas áreas expostas a picadas de insetos, como as pernas e os braços, mas que podem se disseminar também pelo tronco, sempre acompanhadas de coceira intensa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As lesões permanecem por vários dias e é comum o aparecimento de novas lesões mesmo sem a ocorrência de novas picadas. Devido ao ato de se coçar, as vesículas se rompem deixando áreas erosadas (feridas) e/ou recobertas por crostas amareladas ou de sangue coagulado. Pode ocorrer infecção bacteriana secundária à coçadura, com surgimento de secreção com pus nas lesões.

 

Síndrome Hemorrágica de Altamira ficou assim conhecida quando na década de 70 migrantes do Sul do país se instalaram em agrovilas em Altamira, no Pará sendo lá seu primeiro registro. É causada por múltiplas picadas de simulídeos que desencadeia uma reação imunológica que resulta em dermatoses.

 

É uma doença auto-imune crônica e progressiva que provoca dermatoses crônicas, caracterizada pelo aparecimento sucessivo de bolhas e vesículas na pele, lesöes purpúricas disseminadas e distúrbios de coagulaçäo sistêmica.

 

 

A doença se manifesta pelo aparecimento de inúmeras hemorragias pequeninas, sob a pele ou sob as mucosas, cobrindo toda a superfície do corpo ou restrita às faces ou às extremidades e, ainda, na mucosa bucal. Em 30% dos casos foram observados sangramentos nas gengivas e na mucosa nasal podendo ser fatal.

 

Mansonelose é uma doença provocada pelo verme  Mansonella ozzardi. Estas filárias invadem o sistema linfático e cavidade abdominal, habitando o sistema nervoso central (SNC) e os tecidos de proteção em torno do coração.

 

A doença provoca sintomas como dores nas articulações do corpo e cabeça, coceira, febre e frio nas pernas, erupções pruríticas da pele, frieza nas pernas e inflamação de gânglios linfáticos da região inguinal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PREJUIZOS ECONÔMICOS CAUSADOS PELO BORRACHUDO

 

A presença de borrachudos tem trazido problemas econômicos e turísticos naquelas localidades que dependem não apenas do turismo rural, mas que vivem nestes locais como passeios ecológicos, áreas de lazer como acampamentos, pescarias além de clínicas naturistas, chácaras de produtos hortifrutigranjeiros, cafés coloniais, restaurantes coloniais, festas rurais, festas da comunidade, festas de igreja e outros.

 

RESUMO

 

BORRACHUDOS

 

Tórax com escamas finas douradas que formam uma linha mediana contínua.

 

Aparelho bucal com as mandíbulas com função cortadora tendo um aparelho bucal sugador mas não picador e sim cortante.

 

Seu corpo é robusto e as asas são membranosas, com nervura anterior forte.

 

Família Simulidae

 

Antena curta, constituída por escapo, pedicelo e nove artículos, excepcionalmente sete ou oito dando no total 11 artículos.

 

2 a 5 mm de comprimento

 

Asa com nervura costal com cerdas longas entremeadas de cerdas espiniformes bem esclerotirzadas, em toda a sua extensão. Se pouco esclerotizada e raras cerdas na porção mediana;secção basal de R com fileira de cerdas.

 

Os imaturos se encontram sempre dentro de água com correnteza.

 

São de hábito diurno sendo encontrado em qualquer horário do dia, mas nunca à noite.

 

 

MARUINS

 

O tórax apresenta desenhos característicos e não é revestido por pelos e escamas, tórax na região dorsal apresenta desenho de áreas longitudinais mais escuras.

 

Aparelho bucal picador-sugador com as maxilas pequenas

 

Seu corpo é robusto com suas asas possuem pelos e ápice arredondado, apresentando manchas claras.

 

Família Ceratopogonidae

 

As antenas são formadas por escapo, pedicelo e 11 artículos dando, no total 13 artículos. flagelomeros, e tem dimorfismo sexual: nos machos os flagelomeros 1-8 tem longas cerdas plumosas, enquanto que nas fêmeas sao cobertos por discretas cerdas pilosas

 

1 a 3 mm de comprimento

 

As asas possuem manchas claras e escuras, ou hialinas, veia medial bifurcada em M1 e M2, com padroes distintos nas celulas radiais da veia cruzada transversal r-m, sao cobertas com densas microtriquias

 

Veia M bifurcada e transversal r-m cruzada, e abdome com terminalia curta nas fêmeas e protuberante nos machos.

 

Os imaturos podem ser encontrados em ambientes com água ou apenas com umidade, pântanos, praias, esterco animal, solos alagados, cascas de arvores, frutas em decomposicão ,  troncos de bananeira em decomposicão, bromélias epifitas e terrestres, solo encharcado.

 

São de habito crepuscular, sendo encontradas ao entardecer e ao amanhecer, com picos de atividade por volta de 17:00 e 18:00 e nas primeiras horas do dia entre 04:00 e 05:00 podendo ser noturno.

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

 

A. Blackwell*, A. Ritchie, J.R.Hillman & B. Fenton. Meanbh-chuileag – the Highland biting midge. Hendry, G. (1996).  Midges in Scotland. Mercat Press, Edinburgh. Pp. 97 – 100.

 

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Culicoides

 

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