Saiba as diferenças entre o Aedes aegypti e o pernilongo doméstico

Um é marrom. O outro é preto e branco, como se tivesse sido polvilhado por talco. Enquanto um chega a ter 1 cm, o “irmão” é menor ainda, com metade deste tamanho. A picada de um é noturna e causa muita coceira. Já a do outro é predominantemente diurna, indolor e provoca as temidas Dengue, Zika e Chikungunya. Estamos falando dos maiores inimigos do verão, respectivamente os mosquitos Culex – mais conhecido como o pernilongo doméstico – e o Aedes aegypti. Para conseguir eliminá-los e não ter com que se preocupar é importante conhecer melhor as diferenças entre as duas espécies.

 

Aedes é o mosquito mais adaptado às casas e encontra nelas a maior quantidade de criadouros para se reproduzir, já que precisa de água limpa (embora existam relatos de larvas encontradas em água poluída). A fêmea – a única que pica, já que o macho não se alimenta de sangue – coloca seus ovos (de 100 a 150 por vez, com intervalo de postura a cada quatro dias, e que em oito dias, no verão, já atinge a fase adulta) em caixas-d’água destampadas, pneus velhos e garrafas em áreas desprotegidas que acumulam água da chuva, por exemplo.

 

Culex prefere, para se reproduzir, criadouros poluídos com muita matéria orgânica em decomposição, como valões, esgotos e fossas, daí a importância do saneamento básico. Mas o ciclo de vida dos dois é predominantemente urbano e o sangue é usado para a produção dos ovos.

 

O comportamento dos mosquitos também não é igual. Enquanto o Aedes é mais ativo durante o dia, picando principalmente no início da manhã e no fim da tarde para evitar o calor excessivo, o Culex prefere o período noturno para se alimentar. O gás carbônico emitido na respiração humana o atrai, por isso é comum ouvir zumbidos enquanto ele escolhe um local para picar. O Aedes voa baixo, menos de meio metro, o que faz com seus alvos principais sejam pés, tornozelos e pernas. E é discreto e ágil: sua picada não provoca a coceira do Culex, é mais lento e mais fácil de ser abatido pelo homem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conheça as principais diferenças entre o Aedes e o Culex Foto: Divulgação/G.Lab/ Divulgação/G.Lab

 

Como vetor de doenças, o Aedes é campeão ao transmitir o vírus da Dengue, o Zika Vírus e a Febre Chikungunya, que aterrorizam o Brasil principalmente durante o verão, pois o calor e a umidade, com chuvas regulares, formam a equação ideal para maior rapidez na proliferação dos mosquitos.

 

As doenças infecciosas são passadas do mosquito para o ser humano durante a picada por insetos contaminados. A fêmea usa a saliva com substâncias anestésicas, assim o sangue não coagula e ela consegue sugá-lo. Caso a saliva dela esteja contaminada – o que acontece com a picada anterior de um indivíduo com o vírus e depois de 10 a 14 dias de multiplicação das células dentro do inseto –, há a transmissão da Dengue e das outras doenças.

 

Já o Culex não é tão bonzinho quanto parece. Além do incômodo de tirar as noites de sono e da coceira das picadas, o mosquito é capaz de transmitir Filariose, mais conhecida no Brasil como elefantíase e que provoca o aumento excessivo dos membros inferiores. A maioria dos casos no país está nas regiões Norte e Nordeste. Arboviroses, como encefalites e febres hemorrágicas, também podem ser causadas pela ação do Culex, em sua maioria em locais sem infraestrutura de rede de esgoto.

 

 

 

 

 

 

 

 

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