Casos de leptospirose aumentam 78% em Petrópolis

Este ano, a Coordenadoria de Vigilância Ambiental atendeu a 591 solicitações para controle de roedores

 

Vitor Garcia – Especial para o Diário

O período de chuvas intensas está prestes a começar. Diante disso, a ocorrência de enchentes pode levar ao aparecimento de diversas doenças, transmitidas pelo contato com água e lama contaminada. Dentre elas, se destaca a leptospirose. Somente este ano, a doença infecciosa apresentou 78% de crescimento e um óbito em Petrópolis. Ela é causada pela bactéria Leptospira, que penetra principalmente através da pele, especialmente, pela urina dos ratos.

 

Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica do município, Alessandra Sauan, a leptospirose apresenta manifestações clínicas variáveis.

 

- É uma doença infecciosa febril de início rápido. Geralmente, as pessoas sentem dor de cabeça, ficam com febre, enjôo, vômitos e diarreia. Nas formas mais graves, o paciente pode apresentar hemorragias, cor da pele amarelada e insuficiência renal – explicou.

 

A leptospirose é resultado da exposição à urina do rato, podendo demorar até um mês após o contato para a pessoa apresentar os sinais e sintomas. Geralmente, o contato acontece em casos de enchentes, alagamentos, lama ou coleções hídricas. Também podem acontecer através da exposição a fossas, esgoto, lixo e entulho.

 

Além disso, atividades que envolvam risco ocupacional como coleta de lixo, catador de material para reciclagem, limpeza de córregos, trabalho em água ou esgoto, manejo de animais, agricultura em áreas alagadas, vínculo epidemiológico com um caso confirmado por critério laboratorial ou residir/trabalhar em áreas de risco para a manifestação da doença também podem contribuir com o aparecimento do problema.

 

Somente este ano - de janeiro até o início de outubro - a Secretaria de Saúde de Petrópolis registrou 16 casos de doença. O índice é 77,7% superior, se comparado a todo o ano anterior, quando foram constatados nove casos. Em média, o agravamento da doença ocorre em 15% das pessoas que a contraem. Em 2017, duas vítimas morreram em decorrência da leptospirose. Esse ano foi registrado apenas um caso.

 

Como forma de prevenção à doença, a coordenadora do setor de epidemiologia apresentou dicas.

 

- A prevenção à leptospirose é diretamente ligada a questões ambientais, como limpeza de reservatórios de água, e higiene das moradias. O serviço de controle de roedores também é um grande aliado, promovendo visitas a locais indicados pela população como possíveis focos de comunidade de roedores – concluiu.

 

Somente em 2018, a Coordenadoria de Vigilância Ambiental atendeu a 591 solicitações para controle de roedores. O serviço pode ser solicitado de forma gratuita pelo telefone (24) 2231-0841.

 

Lixeiras em Petrópolis contribuem para a proliferação dos ratos

 

Diariamente recebemos denúncias sobre a infestação de ratos nas lixeiras em diversos bairros da cidade, que acabam indo para a casa dos moradores. Muitas reclamações em sua maioria são relacionadas aos locais errados que as caçambas são colocadas. Muitas lixeiras ficam posicionadas próximas a barrancos, onde os ratos acabam fazendo buracos e consequentemente fazendo do espaço a sua moradia.

 

Diante desse problema, o Diário entrou em contato com a assessoria da prefeitura, que informou que a Companhia de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) mantém contato frequente com a Força Ambiental para analisar a questão das lixeiras e eventuais mudanças na posição das coletoras, que podem ser feitas pontualmente, de acordo com a necessidade.

 

 

 

 

 

 

 

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